Habitação: Secretário de Estado defende “um novo paradigma” para o sector

May 8th, 2008

Coimbra, 08 Maio (Lusa) - As novas políticas de habitação vão submeter-se a um novo paradigma, radical, que rompa com o passado, mas sem ignorar soluções que tiveram anteriormente sucesso, afirmou hoje o secretário de Estado João Ferrão.

Ao intervir hoje, em Coimbra, no encerramento de um seminário para apresentação aos municípios do Plano Estratégico de Habitação, o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades prometeu empenho para conceder ao sector a centralidade que não tem tido nas políticas governativas.

“É um novo paradigma. Um paradigma radical, pois pretende ir à raiz dos problemas para os resolver”, sublinhou, acrescentando que, no entanto, “não pode ignorar aquilo que de bom está no terreno”.

João Ferrão salientou que uma alteração tão profunda como a que o Governo pretende introduzir no sector “não pode ignorar que há comportamentos que não vão mudar de um dia para o outro”.

Nesse sentido, adiantou que o Plano Estratégico de Habitação, que será colocado à discussão pública em Setembro e aprovado pelo Conselho de Ministros até ao final do corrente ano, contemplará um período de transição, como salvaguarda de sucesso para as novas medidas.

O secretário de Estado salientou que as autarquias “estão na linha da frente” das políticas da habitação e, por essa razão, esta primeira apresentação foi dirigida a elas e preparada em conjunto com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

No âmbito da preparação do Plano Estratégico de Habitação, João Ferrão adiantou que irão ser realizadas reuniões temáticas com “actores de tipo diferente”, nomeadamente cooperativas, ONG’s, promotores, numa perspectiva da governação “em rede” que ele corporiza.

No seu entendimento, os programas locais de habitação, que terão uma dimensão intermunicipal no Plano, definirão uma estratégia a longo prazo dos municípios e serão uma referência para a contratualização entre a administração central e a administração local.

“A mudança é reconhecida por todos como inevitável. Não podemos começar mal”, exortou o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.

A sessão de apresentação de Plano Estratégico da Habitação contou com a participação de alguns autarcas e técnicos municipais, e a representação da ANMP coube à vogal do Conselho Directivo Maria da Luz Rosinha, que alertou para a necessidade de haver uma articulação com outras políticas, nomeadamente do sector social.

“Os municípios têm todo o interesse em ser parceiros na discussão e resolução dos problemas”, salientou a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, eleita pelo PS, lembrando que há muitas questões complexas que deverão ser tidas em conta, como a precariedade do emprego, que leva a despejos da habitação, e a ausência de meios financeiros pelos proprietários para promover a reabilitação dos seus imóveis.

Na sua perspectiva, trata-se de “um desafio do maior fôlego”, pois envolve uma área onde a intervenção não tem sido a mais desejável, por falta de meios financeiros e de parceiros, nomeadamente no âmbito da reabilitação de imóveis degradados.

O Plano Estratégico de Habitação, elaborado por uma equipa composta por Isabel Guerra, Augusto Mateus e Nuno Portas, recomenda a dinamização do mercado de arrendamento, público e privado, através de medidas de incentivo à oferta e procura, prevê a aquisição de imóveis pelas autarquias para arrendar, incentiva a habitação a custos controlados para venda e a reabilitação do parque habitacional existente.

“Assume-se como um virar de página profundo, sem pôr em causa os resultados obtidos”, considerou Augusto Mateus.

FF.

Lusa/fim

Habitação: Plano Estratégico apresentado no dia 8 de Maio aos municípios

May 6th, 2008

Lisboa, 30 Abr (Lusa) - O Plano Estratégico de Habitação, que traçará as prioridades da política habitacional até 2013, é apresentado dia 08 de Maio aos municípios, no auditório do Centro de Estudos e Formação Autárquica em Coimbra.

Segundo fonte do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), a cerimónia de apresentação do plano, cuja proposta mais inovadora é a criação de programas locais para cada município, está marcada para as 10:00.

A equipa técnica que elaborou o plano é composta por especialistas do Instituto Superior de Ciências do trabalho e da Empresa (ISCTE), da Universidade do Porto/IRIC e do IHRU.

Os técnicos propõem que, à semelhança dos planos directores municipais, cada autarquia tenha o seu programa local de habitação, definindo as suas prioridades nesta área.

De acordo com fonte ligada ao processo, o plano dá grande ênfase à reabilitação do edificado e ao arrendamento.

Num primeiro diagnóstico apresentado em Outubro, a equipa técnica apontava a existência de cerca de 1,6 milhões de fogos a necessitar de pequenas e médias reparações e definia como prioridade o realojamento de mais de 160 famílias a viverem em casas sem condições de habitabilidade.

A sobrelotação de casas e a existência de famílias alojadas em situações precárias foram os elementos que permitiram aos técnicos concluir pela necessidade de 200 mil fogos em Portugal e de obras em 190 mil, a maior parte no Norte e Centro do país.

De acordo com os dados do INE citados no documento, em Portugal existem 325.503 alojamentos muito degradados e a precisar de grandes reparações.

As regiões do Norte e do Centro são as que apresentam maiores carências habitacionais.

O estado de degradação predomina nos centros históricos, nomeadamente, de Lisboa e do Porto, onde cerca de metade do parque habitacional (entre 52 a 53 por cento) exige uma reabilitação física, referia o estudo.

Em Portugal, segundo este diagnóstico, mais de meio milhão de fogos estão sobrelotados e a maioria situa-se nas zonas simultaneamente de maior povoamento e de menores recursos, como é o caso do Vale do Ave.

SO.

Filme sobre moradores da Azinhaga dos Besouros no Indie Lisboa (Competição Nacional - Longas Metragens)

April 26th, 2008

VIA DE ACESSO, Nathalie Mansoux

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28 Abril SEGUNDA, 19H15, TEATRO MARIA MATOS 1
30 Abril QUARTA, 17H45, CINEMA LONDRES 2
Portugal, doc., 2008, 82´

Quando os trabalhadores vindos do campo e das colónias portuguesas chegaram a Lisboa, construíram as suas casas sobre terrenos baldios. Dezenas de bairros surgiram dessa maneira. Em 1993, o governo decretou a erradicação desses espaços de construção incontrolada. Desde então, as demolições avançam. Moradores foram expulsos e realojados em bairros sociais, outros chegaram, alguns partiram, outros nasceram. Cercado por grandes edifícios, a Azinhaga dos Besouros é um desses bairros. As últimas pessoas que aí vivem não têm direito a ser incluídas no “Programa Especial de Realojamento”. Documentando os últimos três anos desse processo, “Via de Acesso” revela com particular acuidade as insuficiências e os impasses das políticas de urbanismo e de integração na Grande Lisboa.

Mais informações em:
http://www.indielisboa.com

Fotografias do Arraial do Largo do Carmo

April 26th, 2008

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April 24th, 2008

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Mais uma vez, a Plataforma Artigo 65 estará presente no Arraial do Largo do Carmo (dia 24 de Abril, entre 18.00h as 02.00h) onde este ano estará patente a exposição itinerante “Direito a Habitar”.

Nesta exposição - na qual é relembrado o processo de políticas públicas de habitação dos últimos 40 anos, cujas várias tentativas de resolução do problema não conseguiram evitar que, em muitos bairros, se chegasse à situação precária em que se encontram hoje - reafirma-se, sobretudo, o Direito à Habitação para todos, como estipula o artigo 65º da Constituição da República e procura-se sensibilizar para o problema das carências habitacionais em Portugal.

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ORGANIZAÇÕES PARTICIPANTES NO ARRAIAL

ABRIL – Associação Regional para a Democracia e Desenvolvimento
ACOSP – Associação da Comunidade de S. Tomé e Príncipe
AJA – Associação José Afonso
ALDRABA – Associação do Espaço e Património Popular
ACMJ – Associação Cultural Moinho da Juventude
AMS – Associação Moçambique Sempre
AUCV – Associação Unidos de Cabo Verde
CBL – Casa do Brasil de Lisboa
CMA-J – Colectivo de Solidariedade Múmia Abu Jamal
Edições Dinossauro
Edições Ela por Ela
ERN-A – Espaço Rui de Noronha
Associação Espírito Nativo
GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
GIRASSOL SOLIDÁRIOS
GZ.PT – Associação de Solidariedade com a Galiza
Jornal Popular “Mudar de Vida”
Livraria Letra Livre
PLATAFORMA ARTIGO 65 – Habitação para Tod@s
Rede ex aequo
RefugiActo – Conselho Português para os Refugiados
SEIS
SOLIM – Associação Solidariedade Imigrante
SOS Racismo
TMI – Tribunal Iraque

April 22nd, 2008

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O Movimento Porta 65 Fechada promove o “Grande Acampamento Citadino”, uma nova acção de contestação ao Porta 65 Jovem em Lisboa e no Porto para exigir a reformulação profunda deste programa. Vamos acampar durante algumas horas em frente às instalações do IHRU e assinalar o início da segunda fase de candidaturas do Porta 65 Jovem, mais um momento em que milhares de jovens vão ver o acesso este apoio negado e a sua vida andar para trás.

Manifesta-te! Traz a tua tenda e vem montá-la à porta do IHRU!!!

Quarta-feira, 23 de Abril, a partir das 19 horas
Lisboa - Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 5
Porto - Rua D. Manuel II, 296 (ao Palácio de Cristal)

Mais informações:
964255386 (Lisboa) e 963916977 (Porto) ou em http://porta65.blogspot.com/

Habitação: Comissão do Poder Local aprovou petição que sugere Lei de Bases

April 9th, 2008

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Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A Comissão do Poder Local aprovou terça-feira a petição da Plataforma Artigo 65 que sugere a criação de uma Lei de Bases da Habitação e que agora seguirá para discussão em plenário.

Segundo disse à Lusa o presidente da Comissão, o socialista António Ramos Preto, “a petição será agora entregue ao presidente da Assembleia para ser discutida em plenário”.

A petição, com cerca de 4.500 assinaturas, solicitava à Assembleia da República (AR) medidas legislativas urgentes para avaliar anualmente as carências habitacionais em Portugal e fiscalizar o cumprimento das obrigações do Estado e autarquias em matéria de direito à habitação.

Do dossier entregue em Dezembro à Comissão do Poder Local constavam os 10 objectivos da Lei de Bases da Habitação, um levantamento da legislação vigente e um relatório com as principais lacunas encontradas.

“Está a ser elaborado o Plano Estratégico para a Habitação e a Lei de Bases poderá ser um dos instrumentos deste plano”, afirmou Ramos Preto.

A equipa que está a elaborar o Plano Estratégico de Habitação, que deverá entrar em breve em discussão pública, propõe a criação de programas locais de habitação para cada município, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Esta é a proposta mais inovadora da estratégia defendida pela equipa responsável pelo plano, com especialistas do Instituto Superior de Ciências do trabalho e da Empresa (ISCTE), da Universidade do Porto/IRIC e do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A ideia é que, à semelhança dos planos directores municipais, cada autarquia tenha o seu programa local de habitação, definindo as suas prioridades nesta área.

As linhas gerais da estratégia defendida pelos técnicos responsáveis pelo Plano foram apresentadas no final de Março ao conselho consultivo IHRU.

Num primeiro diagnóstico apresentado em Outubro, a equipa responsável pelo plano apontava a existência de cerca de 1,6 milhões de fogos a necessitar de pequenas e médias reparações e definia como prioridade o realojamento de mais de 160 famílias a viverem em casas sem condições de habitabilidade.

A sobrelotação de casas e a existência de famílias alojadas em situações precárias foram os elementos que permitiram aos técnicos concluir pela necessidade de 200 mil fogos em Portugal e de obras em 190 mil, a maior parte no Norte e Centro do país.

SO.
Lusa/Fim

Habitação: Comissão do Poder Local vota 3ª feira proposta para criar Lei de Bases

April 7th, 2008

Lisboa, 07 Abr (Lusa) - A Comissão do Poder Local vota terça-feira a proposta de criação de uma Lei de Bases da Habitação apresentada em Dezembro pela Plataforma Artigo 65, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

A proposta consta de um dossier entregue pela Plataforma, que reúne associações em defesa do direito à habitação, e que integrava uma petição que solicitava à Assembleia da República (AR) medidas legislativas urgentes para avaliar anualmente as carências habitacionais em Portugal e fiscalizar o cumprimento das obrigações do Estado e autarquias em matéria de direito à habitação.

No texto da petição, que reuniu cerca de 4.500 assinaturas, a Plataforma lembra que, de acordo com os Censos de 2001, “as carências quantitativas e qualitativas [de habitação] atingem em Portugal centenas de milhar de famílias”.

“Quase um milhão de fogos existentes nessa data não tinham ou água canalizada, ou esgotos, ou electricidade ou instalações sanitárias”, refere.

No documento, a Plataforma recorda ainda que em 2001 havia “325 mil fogos degradados e muito degradados, sem condições mínimas de habitabilidade (…), mas ao mesmo tempo havia 544 mil casas vazias”.

“A situação agravou-se desde então”, recorda.

Além da petição, a Plataforma Artigo 65 entregou ainda à Comissão do Poder Local um documento com os 10 objectivos da Lei de Bases da Habitação, um levantamento da legislação vigente e um relatório com as principais lacunas encontradas.

Na área do arrendamento, a Plataforma aponta deficiências na fórmula de cálculo e de avaliação do estado de conservação das casas abrangidas pelo Regime de Renda Apoiada e a inadequação dos valores de renda máximos admitidos pelo programa de apoio ao arrendamento jovem Porta 65, entretanto revistos pelo Governo.

Refere ainda a inexistência de legislação de protecção e combate à discriminação no acesso ao mercado livre e apoiado de arrendamento e lembra que as medidas de apoio de subsídio de renda a agregados familiares desfavorecidos e maiores de 65 anos são inadequadas.

Quanto à venda, considera que a legislação portuguesa nesta matéria não prevê apoios no acesso ao crédito bonificado nem contempla a protecção e o combate à discriminação no acesso ao crédito imobiliário.

A Plataforma Artigo 65 indica ainda como lacunas da legislação portuguesa a inexistência de programas de reabilitação de fogos devolutos com fins sociais e a falta de coordenação entre os diversos programas de reabilitação e conservação do edificado com o regime de renda condicionada.

Defende igualmente que os programas PROHABITA E REHABITA, cuja aplicação depende de parcerias com as respectivas autarquias, são ineficazes.

Segundo os elementos da Plataforma, a Lei de Bases da Habitação deverá ser elaborada por uma comissão técnica ou um grupo de trabalho multidisciplinar, que integre juristas, arquitectos, sociólogos e associações representativas dos moradores.

SO

Lusa/Fim

Relatório final da Petição pelo Direito à Habitação será votado no dia 8 de Abril pela Comissão do Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território

April 3rd, 2008

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A Deputada Heloísa Apolónia - relatora da Petição pelo Direito à Habitação (399/X/3ª) - informou que já recebeu a resposta do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (MAOTDR) ao relatório intercalar que tinha sido já elaborado em finais de Janeiro.

Esta ainda informou que o relatório final estava concluído, integrando, para discussão e votação, a ordem de trabalhos da reunião da Comissão do Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território do próximo dia 8 de Abril.

Conferência “Cidadania numa Europa alargada: o contributo dos Direitos Económicos Sociais e Culturais”

April 3rd, 2008

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Dar a conhecer o conteúdo dos direitos económicos, sociais e culturais - entre os quais se encontra o direito à habitação - e identificar os entraves existentes à sua plena aplicação e realização, são alguns dos objectivos desta Conferência Internacional do CIDESC. Estarão envolvidos políticos, decisores e organizações da sociedade civil, reunidos para discutir e dar a conhecer formas de operacionalização destes direitos, fundamentais para a realização de uma cidadania activa.

Data: 10 a 12 Abril 2008
Local: Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
Para mais informações: http://www.esc-rights.org/